Marco Almeida apresentou a sua candidatura à CM de Sintra

Marco Almeida apresentou nesta quarta-feira, dia 30 de Novembro, a sua candidatura à Presidência da Câmara Municipal de Sintra.

Conheça aqui a declaração que proferiu, na conferência de imprensa que teve lugar na Pousada D. Maria I, em Queluz.

 

Obrigado pela vossa presença.

Em 2013, liderei em Sintra um movimento independente de cidadãos que concorreu eleições autárquicas.

O resultado alcançado foi extraordinário: 31.246 sintrenses confiaram-nos o seu voto.

Repito: 31.246 sintrenses confiaram-no o seu voto, apenas menos 1.700 votos do que o Partido Socialista, mas o mesmo número de vereadores eleitos, 4 dos 11.

O que torna este resultado realmente extraordinário também por se tratar de um dos maiores concelhos do nosso País.

Também vencemos em 4 das 11 Juntas de Freguesia e conseguimos um total de 58 mandatos. O Movimento dispõe atualmente de 9 deputados eleitos na Assembleia Municipal, aos quais se agregam por inerência os referidos 4 Presidentes de Junta de Freguesia.
Esta é a nossa força, a força da cidadania.

Constituímos uma associação cívica para manter a dinâmica do Movimento e continuar a lutar pelos nossos compromissos. Demos-lhe uma sede suportada financeiramente com as quotas dos sócios e da contribuição mensal dos eleitos; organizamos o trabalho autárquico articulando vereadores, deputados municipais e vogais das freguesias, visitámos localidades, reunimos com munícipes e associações, apresentámos propostas na Câmara, na Assembleia Municipal e nas freguesias. Ouvimos os alertas dos nossos concidadãos e procurámos defender as suas preocupações.

Tem sido um trabalho sistemático por Sintra.

Em 2017, serei por isso candidato à Presidência da Câmara Municipal de Sintra. Por que o faço?

- Porque foi esse o compromisso que assumi na noite eleitoral de 29 de Setembro de 2013 perante a esmagadora votação que alcançamos. O nosso projeto foi validado pelos sintrenses;

- Porque continuo a sentir hoje, por parte dos sintrenses, das suas associações e das empresas, o mesmo que senti em 2013: CONFIANÇA;

- Porque o concelho de Sintra, com a actual gestão camarária, ficou para trás no conjunto da Área Metropolitana de Lisboa. Em matéria de investimento, o concelho é penúltimo no investimento;

- Porque a Câmara Municipal de Sintra é a quinta que mais impostos recolhe e a segunda com maior excedente orçamental. A Câmara privilegiou a banca;

- Porque a Câmara Municipal de Sintra olha para os munícipes como contribuintes e não como beneficiários da sua ação - A riqueza da Câmara não pode ser o sacrifício e a pobreza dos Sintrenses;

- Porque a liderança do Dr. Basílio Horta não envolve os sintrenses na solução dos problemas que eles enfrentam. A democracia municipal permite o envolvimento dos cidadãos. Por que motivo o Presidente de Câmara recusou cumprir o Orçamento Participativo, promessa que ele próprio assumiu em campanha eleitoral?;

- Porque o Dr. Basílio Horta não foi capaz de apoiar a construção de qualquer equipamento social, municipal ou associativo;

- Porque o Dr. Basílio Horta não foi capaz de cumprir a sua própria promessa de revisão do Plano Diretor Municipal. Não há hoje uma proposta concreta e os desenhos que foram feitos foram liminarmente recusados pelas entidades consultadas, incluindo a CCDR;

É tempo de dizer basta a uma gestão sem rumo, sem envolvimento e sem perspectiva de se constituir como um projeto para 12 anos. Sintra e a suas comunidades locais merecem uma alternativa credível.

O que proponho?

- criar uma equipa pluridisciplinar, liderada pelo António Carmona Rodrigues, que escuta e defina as Bases do Programa de Governo Local a partir destas linhas de orientação:

- constituir uma candidatura abrangente e que inclua todos aqueles que queiram participar num projeto modernizador e próximo dos sintrenses. Hoje é possível dizer que estamos a consegui-lo: ao Movimento de 2013, somam-se agora várias formações partidárias, incluindo o PSD, e outros movimentos independentes como o “Sintra Paixão com independência”;

- Porque acredito no envolvimento dos cidadãos e na democracia direta. Implementaremos todos os instrumentos que nos permitam alcançar esse desígnio;

- Porque acredito que a carga fiscal municipal deve estar ao serviço daqueles que a pagam – famílias e empresas- os impostos em Sintra serão cobrados na justa medida das necessidades do concelho e não do interesse dos bancos. Teremos um programa de cobrança de impostos menos penalizador das famílias, justo e feito de acordo com a necessidades dos sintrenses;

- As instituições municipais, enquanto suporte da vida das nossas comunidades, como as associações, clubes e IPSS, corporações de bombeiros e juntas de freguesia, contarão com programas de apoio transparentes. Criaremos para o efeito um conselho consultivo, constituído com elementos do meio académico e colaboradores municipais de diferentes áreas que avalie projectos, defina verbas e proponha apoios.

- As pessoas estarão no centro das preocupações da próxima gestão municipal: na educação, na juventude, na saúde, na velhice e nos transportes serão áreas prioritárias do futuro governo municipal. Negociaremos a transferência de competências da administração central para a Câmara de forma a aproximar a solução aos problemas concretos dos sintrenses;

- Optaremos por proceder a amplas transferências de responsabilidades municipais para as instituições locais, dotando-as com meios financeiros para o efeito;

- Afirmar e apoiar o turismo como motor de desenvolvimento sustentável, constituindo um novo modelo de gestão desta área . A seu tempo revelaremos pormenores.

- O Plano Diretor Municipal será revisto de acordo com o princípio da equidade e da coesão territorial, promovendo a qualificação da zona urbana e dotando a zona rural de oportunidades de consolidação das malhas urbanas. Ter um PDM que garanta a qualidade de vida aos Sintrenses, a competitividade do tecido empresarial, a conservação e valorização do património natural, histórico e cultural, é o nosso objetivo.

Quero ainda deixar uma mensagem clara ao ainda Presidente de Camara.

Os sintrenses não querem as contas em ordem por terem as contas em ordem.

Querem é ordem na vida delas.

Ordem na saúde, na educação, na velhice e nos transportes.

Os sintrenses não querem governos municipais que só trabalhem nas vésperas das eleições;

Os sintrenses não querem promessas e propaganda, querem soluções.

Os sintrenses querem saber com tempo que projectos têm para poderem optar com base na maior informação disponível.

Eu estou a fazer o que me compete ao apresentar a candidatura a 10 meses de eleições e a definir os pontos essenciais do futuro programa eleitoral.

Quando fará o mesmo o Dr. Basílio Horta?

Eu estou onde sempre estive: do lado da cidadania e da liberdade.

Onde está o Dr. Basílio Horta?

Sim, sou candidato à presidência da Câmara de Sintra porque acredito na mudança.

Com humidade, com sentido de compromisso, com uma força inesgotável para lutar pela melhoria concreta de vida das pessoas, das gentes de Sintra.

Essa é a minha ambição.

Marco Almeida
Queluz, 30 novembro 2016

Veja aqui o vídeo desta conferência de imprensa:

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